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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Capítulo 7


Apresentação da abelhinha com as novas asas.
Introdução dos sons: Ah! Oh!


Um dia, a abelhinha estava no jardim da casa de Dona Julia. De repente ouviu um barulho. Parecia que o barulho vinha da janela do quarto do bebé. A abelhinha olhou para lá e ficou assustada. Quis falar e não pôde. Quis correr e não saiu do lugar. Quis pedir ajuda e não viu ninguém. Quis chamar a escova mágica e não conseguiu. Que teria a abelhinha visto na janela do quarto?

O que a abelhinha viu foi à harpa de brinquedo. A harpa estava bem na beira da janela.
“Que perigo!” pensou a abelhinha. “A harpa pode cair a qualquer momento. Ela vai ficar em pedaços.”
Nisto o vento começou a balançar a harpa de um lado para o outro. De repente o vento empurrou a harpa com tanta força que ela caiu da janela.

A abelhinha fechou os olhos e sentiu seu coração bater assim: tuque-tuque, tuque-tuque, tuque-tuque. As pernas da abelhinha começaram a tremer e a cabeça a rodar, rodar... Cada vez mais aflita, a abelhinha pensou: “Não quero nem ver como ficou minha amiga harpa. Ela deve estar toda partida. Que pena!”

A abelhinha não pode resistir à curiosidade: foi abrindo os olhos devagarinho, devagarinho... Primeiro abriu um olho, depois abriu o outro... Olhou para o chão, olhou para o lado, olhou para frente e não viu a harpa, nem inteira, nem partida. A abelhinha pensou: “Como é que a harpa pode desaparecer assim? Que coisa esquisita!... Eu tenho de descobrir o que foi que aconteceu.”

Nesse instante o vento soprou com mais força ainda. E a abelhinha tornou a ouvir um barulho vinha de uma árvore, perto da janela do quarto. A abelhinha olhou para lá e... Sabes o que ela viu? A harpa pendurada num galho de árvore, presa por uma das cordas. Estava cai... não cai...
A abelhinha via tudo lá do chão e queria ajudar a harpa. Mas a árvore era tão alta...

Nesse instante a abelhinha quis tanto voar! Ela batia as asinhas... Mas só
tinha asas de um lado... Não saía do chão! A abelhinha fechou os olhos e começou a pensar “Ah! Como seria bom se as minhas asas já tivessem nascido!... Eu iria a voar pra junto da harpa e garanto que arranjava logo um jeito de ajudar minha amiga.”

Foi aí que a abelhinha ouviu três vezes: QUADIDUVIVU! Pensou logo: “A escova mágica está aqui! Ela vai salvar a harpa.”
Nessa altura ela teve uma grande surpresa. Não é que ela, a abelhinha, estava lá em cima, no galho da árvore, juntinho da harpa? Como é que tinha chegado até ali? Ela não podia voar...
Justamente nesse momento, a abelhinha ouviu a escova mágica dizer:
- Você agora, abelhinha,
Tem tanto o que queria.
Mereceu bem este premio:
Voe, agora, voe todo dia.

Então a abelhinha entendeu tudo: já tinha quatro asas. Agora podia voar para onde quisesse. A abelhinha quase chorou de alegria. Mas não levou o tempo todo só a pensar na sua felicidade. Lembrou-se também de que a harpa estava presa no galho da árvore. A harpa deu um pulo e zás... Caiu num canteiro de folhas macias. A abelhinha foi pra lá voando... Voando... Que delícia!

A abelhinha olhou bem para a harpa e ficou muito espantada: a harpa não estava partida, nem um pouquinho. Não tinha mesmo um arranhão. Então a abelhinha, bem junto da harpa, fez assim: ah!
Como foi mesmo que a abelhinha fez quando viu a harpa sem um arranhão?

A abelhinha estava muito feliz. Ela falava tão alto, fazia tanto barulho, que chamou a atenção de indiozinho e dos óculos. Eles estavam a brincar ali perto e vieram depressa. Quiseram logo saber por que a abelhinha fazia aquela algazarra!

A abelhinha contou o que havia acontecido com a harpa, mas fez segredo das asas novas. Ela queria que os amigos descobrissem sozinhos o motivo da sua grande alegria.

Os óculos não podiam acreditar no que acabavam de ouvir. Resolveram ver a harpa, bem de perto. E ficaram admirados: a harpa estava mesmo perfeita. Então os óculos, juntinhos da harpa, fizeram assim: oh!

Então a escova mágica disse:
- Vou dar, lá em casa, uma festa. Uma festa que vai durar três dias e três noites!
Perto da harpa, o ursinho e a minhoca disseram quase ao mesmo tempo:
- Hum... Será mesmo verdade?
O indiozinho quis logo saber:
- Festa? Por causa de quê?
A abelhinha achou que devia responder:
- Por minha causa, indiozinho. Queres ver uma coisa?
E, muito feliz, a abelhinha começou a voar em voltas dos amigos.
Foi quando o indiozinho gritou:
- Que maravilha! A abelhinha já pode voar!
A abelhinha voava sem parar.
A escova olhou para a abelhinha e pensou: “Ela bem que merece esta felicidade, bem que merece...”

- O melhor é irmos indo, disse a escova mágica. Temos de preparar a festa: arrumar a casa, fazer os doces, arranjar música. Vamos precisar que todos ajudem e... Não podemos perder tempo.
O indiozinho disse logo:
- Podes contar comigo!...
Então a escova mágica falou:
- Querem convidar os outros amigos? E pedir que eles venham também ajudar? Uma festa como ninguém ainda viu. Uma festa para a abelhinha!
E então a abelhinha gritou:
- Esta festa é da escova também! Viva a escova!

Fim


Boas aprendizagens!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Capítulo 6


Introdução dos sons: nh-ch-lh
Apresentação da harpa.

A abelhinha e o caracol entraram no quarto do bebé.
Ele estava a dormir na sua caminha azul.
A abelhinha começou logo a perguntar o caracol:
- Como é o nome daquilo que está ali?
- É uma harpa de brinquedo, respondeu o caracol.
- Para que serve uma harpa? tornou a perguntar a abelhinha.
- A harpa serve para tocar música, abelhinha! Ela é da família da viola. Basta puxar uma corda e pronto: ouve-se logo um som bonito.
- Como és esperto, caracol! Eu nunca tinha visto uma harpa. Depois, muito entusiasmada, a abelhinha gritou:
- Eu quero ouvir a harpa tocar! Eu quero ouvir agora mesmo!

A abelhinha fez uma algazarra tão grande que acordou o bebé. A cama dele era muito baixinha: ficava bem perto do chão. O neto de Dona Julia desceu da cama devagarinho e começou a gatinhar, muito contente. Ele gatinhou até ficar ao lado da harpa de brinquedo.
Então, puxou as cordas da harpa e os dois juntos, o bebé e a harpa, fizeram assim: nh...

A abelhinha gostou tanto do som nh que começou a bater palmas. O bebé ouviu as palmas da abelhinha. Largou a harpa e começou também a bater palminhas.
Nesse instante ouviram o barulho dos chinelos da avó. A abelhinha e o caracol procuraram logo uma porta para sair. Eles tinham tanto medo de levar uma pisadela...

Dona Julia entrou no quarto e viu o bebé gatinhando. Com muito carinho, a avó pôs o neto no colo e foi passear com ele no jardim. A harpa ficou esperando que o outro amigo aparecesse para brincar com ela.

Um, dia mais tarde, o caracol foi visitar o bebé. Ele não estava no quarto. O caracol viu a harpa de brinquedo e quis tocar uma música. Então puxou as cordas da harpa e os dois juntos, o caracol e a harpa, fizeram um som igual ao som do Xaveco, ch.

Nesse momento Xaveco apareceu na porta e reclamou:
- Não! Isto não! Este som é meu! Eu sou o dono dele. Não vou deixar ninguém ficar com o que é meu. Era só o que faltava... Não sei por que o caracol e a harpa querem imitar o som que eu gosto de fazer. Por que será?
O caracol continuou puxando as cordas da harpa sem dar importância ao boneco de mola. Parecia até que nem era com ele que Xaveco estava falando.
Então o boneco, muito zangado, disse ao caracol e à harpa:
- Acho melhor vocês pararem com já com este som. Eu não estou a gostar disso nem um pouquinho.

Nesse instante a abelhinha entrou no quarto. Ela queria ver a harpa mais uma vez. Ouviu as reclamações do boneco e falou com voz muito meiga:
- Calma Xaveco! Você não tem razão para fazer tanto barulho... Não é nada do estas a pensar. Vais compreender tudo, agora mesmo.

A delicadeza da abelhinha conseguiu acalmar o boneco de mola. Com muito jeito, ela começou a explicar:
- Quando o caracol e a harpa tocam juntos, os dois fazem um som igual ao que tu fazes. É só isso! O caracol e a harpa não querem tirar nada de ninguém. Podes ficar sossegado, meu amigo!
Nessa altura, o caracol puxou mais uma vez as cordas da harpa. E qual foi o som que o caracol e a harpa fizeram juntos?

O boneco de mola já não estava aborrecido. Por isso, pulou de alegria, bateu palmas e deu cambalhotas. De repente... zás... Xaveco deu um pulo e saiu pela janela do quarto.

O caracol quis ver o que o boneco de molas estava a fazer lá fora. Largou a harpa e saiu do quarto. A harpa ficou, outra vez, esperando que um amigo aparecesse para brincar com ela

Um outro dia, a escova encantada foi ao quarto do bebé. A harpa estava sozinha. A escova teve pena dela e pensou: “Eu preciso ajudar a minha amiga: Ah! Já sei o que vou fazer...”
A escova repetiu, três vezes, a palavra mágica: QUADIDUVIVU.

No mesmo instante, apareceu ao lado da harpa uma caixa de papelão deste tamanho, embrulhada num papel dourado.
A escova abriu a caixa e disse:
- Aqui está um presente. Amiga harpa! Eu acho que você vai gostar muito.
A escova mágica disse isto e foi embora. Então o presente começou a se mexer: primeiro devagarinho, depois depressa... De repente, deu um pulo e zás... saiu da caixa.
O que é que pensam que a escova mágica deu de presente à harpa?

O presente era um lobo de brinquedo: um lobo de pelo bonito, olhos brilhantes e língua vermelha. O lobo ficou logo juntinho da harpa, puxou as cordas da harpa e os dois juntos, o lobo e a harpa, fizeram assim: lh...

O lobo tocou harpa durante muito tempo.
De repente ele disse à harpa:
- Agora, vou descansar um pouco, minha amiga. Mais tarde eu venho brincar de novo, estábem?
O lobo entrou na caixa de papelão. E a harpa ficou quietinha esperando que o lobo voltasse.

Boas aprendizagens!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Capítulo 5


Introdução dos sons: f-c-z-x.
Apresentação da faca, do caracol, d zebra e do xaveco.


A avó estava a preparar torradas. Ela cortava as fatias do pão com muita dificuldade, porque a faca estava estragada. Todas as vezes que a faca tocava na casca do pão fazia assim: f...

Quando as torradas ficaram prontas, Dona Júlia quis descansar um pouco. Sentou-se na cadeira de baoiço e acabou por adormecer. Foi aí que os pirilampos entraram, voando, na sala. Sem fazer barulho, puseram, no colo da avó, a fotografia do bebé e a abelhinha. Depois foram embora.

A abelhinha escondeu-se numa dobra da saia de xadrez de dona Júlia. De repente a abelhinha viu um caracol encostado no pé da cadeira e começou a pedir baixinho:
- Caracol, põem os corninhos ao sol.
O caracol, nem nada!
“Será que o meu amigo está zangado?” pensou a abelhinha. “Ou quem sabe ele não me ouviu? Talvez esteja a dormir...”
Nisto o caracol, lá dentro de sua casa, fez assim: c...

A abelhinha ouviu o som que o caracol fazia e ficou um pouco espantada. Agora é que ela não estava a entender nada.
Nesse momento o caracol pôs a cabeça de fora.
A abelhinha, muito curiosa, perguntou:
- Foste tu que fizeste o barulhinho que eu ouvi ainda há pouco, amigo caracol?
- Fui eu, sim, respondeu ele muito alegre. Às vezes eu gosto de falar sozinho.... É que tenho este costume? Mas... Por que é que você me chamaste abelhinha?
- Eu? Ah! Não é que com a nossa conversa quase me esquecia do que queria dizer?
- Pois então diga logo, minha amiga.
- Você costuma brincar com o bebé? Perguntou a abelhinha.
O caracol respondeu:
- Brinco com ele sim, minha amiga. Mas no outro dia, fiquei muito zangado. Imagine que ele atirou os óculos da avó pela janela. Os óculos caíram no chão, lá no quintal.
- E a avó? Quis logo saber a abelhinha.
- A avó, respondeu o caracol, pediu à lavadeira que apanhasse os óculos. Ela procurou por todos os cantos do quintal e não encontrou nada. Os óculos tinham desaparecido. Um verdadeiro mistério.
A abelhinha interrompeu o caracol para dizer:
- Óculos partidos da avó, no quintal... Depois desapareceram? Mistério... É isso mesmo! São os óculos que eu encontrei outro dia...
A abelhinha ficou com muita pena da avó.
Ela chamou, então, três vezes a escova mágica. A escova logo apareceu.
- Que é que queres de mim, abelhinha? Perguntou a escova.
- Ah! Minha grande amiga! Suspirou a abelhinha. Prometeste ajudar os óculos, não foi? E que eles tinham de esperar um pouco. Acontece que esses óculos são precisos agora mesmo, eu ficaria tão contente...
- Você é de facto uma boa abelhinha, falou muito satisfeita a escova encantada. Por isso vou fazer o que me pediu.
A escova disse, três vezes, a palavra mágica: QUADIDUVIVU. E logo apareceram os óculos de Dona Julia, já concertados.
- Obrigada, obrigada! Agradeceu muito feliz a abelhinha.
A escova mágica tratou de colocar os óculos no nariz da avó e foi embora, porque ainda tinha o que fazer.

A abelhinha e o caracol ficaram calados.
De repente a abelhinha perguntou:
- Que é aquilo ali, caracol?
- Aquilo? Ah! Ah! Aquilo... Você não está vendo, abelhinha? É um brinquedo: a zebra ziguezague.
- Ziguezague?! Que nome engraçado! Disse a abelhinha.
- É que essa zebra é de corda e só anda aos ziguezagues, explicou o caracol. Vou mostrar como é.
O caracol deu um empurrão, de leve, na zebra. Ela ainda tinha um pouco de corda e começou a andar em ziguezague, fazendo um barulhinho assim: z...

A zebra Ziguezague andou, andou... Até a corda acabar.
Nessa ocasião a abelhinha, que estava a olhar para outro brinquedo, perguntou ao caracol:
- E aquele lá, quem é?
- Aquele?! Aquele é Xaveco, o boneco de molas mais malandro do mundo!
Lá num canto do quarto, Xaveco começou a pular, fazendo um som assim: x...

Nisto o caracol avisou a abelhinha:
- O bebé está a chorar. A avó acaba de acordar.
- Caracol, ve só como a avó ajeita os óculos no nariz, falou baixinho a abelhinha. Ih! Agora ela começou a rir para a fotografia do bebé. Repara bem! Ela levantou-se caracol! Para onde será que ela vai?
- Dona Julia está indo para o quarto do netinho, respondeu o caracol.
- Uf! Que susto que eu levei! O melhor é ir para o outro lado da sala. Nada de ficar no caminho, amigo caracol. É muito perigoso!

Nessa altura, o bebé choramingou de novo. A avó pôs o Xaveco perto dele, na caminha azul e começou a dizer:
- Fique bem quietinho,
Xaveco endiabrado,
deixe o meu netinho
Dormir sossegado.


Boas aprendizagens!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Capítulo 4


Introdução dos sons: b-s-j-n.
Apresentação do bule, do sapo, do crocodilo e do bebé.


Num dia de sol bem quente, a abelhinha estava com muita sede. Então entrou numa casa. Viu em cima do fogo um bule e pensou: “Talvez eu encontre água para beber, neste bule”.

A abelhinha chegou mais perto. Parecia que o bule estava a resmungar. Ela ouviu um barulhinho assim: b...

A abelhinha começou na pensar: “Que coisa engraçada! Um bule resmungando... não pode ser. Com certeza eu que não ouvi direito. Vou prestar mais atenção.”
A abelhinha olhou de novo para o bule. Aí, ela compreendeu tudo: a água estava a ferver e a tampa do bule é que fazia barulho.
“Água fervendo... eu não vou beber não!” pensou a abelhinha.

A abelhinha bebeu água na torneira. Depois ela foi até a janela. Olhou para fora e viu perto da lagoa um sapo de olhos esbugalhados. O sapo olhava um papel que estava no chão. Depois fechava os olhos, punha a língua de fora, balançava a cabeça devagarinho e fazia assim: s...

A abelhinha não conseguia entender o ar misterioso do sapo, nem porque ele fazia tantas caretas.
E não foi só a abelhinha que não entendeu. Um crocodilo, que morava na lagoa, achou também o sapo muito esquisito. E perguntou:
- Porque olhas tanto para esse papel, amigo sapo? Porque fechas os olhos? Porque sacodes a cabeça? Porque estás fazendo esse barulhinho?
O sapo fingiu que não tinha ouvido nada. Há muito tempo ele queria dar uma lição ao crocodilo, que era muito mentiroso. Por isso continuou a fazer caretas, cheio de mistério.

Morrendo de curiosidade, este aproximou-se do sapo.
Foi aí que o sapo virou para baixo a folha de papel e perguntou:
- Já viste esta imagem?
Na mesma hora o jacaré balançou a cabeça dizendo que sim.
- Viste mesmo, amigo jacaré?
Um pouco envergonhado por ter dito uma mentira, o jacaré fez apenas um barulhinho assim: j...

O sapo fingiu que não estava tinha reparado na vergonha do crocodilo. E fazia uma pergunta atrás da outra:
- Já viste como ele é gordinho? Como é comprido? Que não tem dentes?
Por fim, o sapo perguntou:
- Já falaste com ele?
- J... foi só o que o crocodilo disse.
- Ah! Agora tenho certeza: estás a mentir! Gritou o sapo com pose de vencedor. Não falaste com ele! Pois se ele não sabe falar... E rindo muito, mostrou a figura ao mentiroso.
Aí, o jacaré ficou muito envergonhado. Deu uma corrida e ... tchibum! Mergulhou, bem depressa, na lagoa. O sapo foi embora muito contente e deixou o papel no chão.

A abelhinha resolveu ver de perto a imagem que estava no papel. Ela queria saber que é que era gordinho, comprido, sem dentes e não sabia falar.

A imagem nada mais era do que a fotografia de um bebé, o neto de dona Júlia. A abelhinha achou que devia levar a fotografia para casa da avó. Mas como era grande e pesada! Sozinha, ela na ia aguentar. Pensou em pedir ajuda ao pirilampo.

No mesmo instante o pirilampo apareceu e foi logo fazer o que a abelhinha queria. Chamou alguns companheiros para levarem, juntos, a fotografia à casa da avó.

Na hora da partida, a abelhinha reclamou:
- E eu? Esqueceram-se de mim? Ou não sabem que eu também quero ir?
Os pirilampos responderam logo:
- Você também vai, abelhinha! Dê um pulo para cima da fotografia. Temos de ir embora, porque já está a anoitecer.

Os pirilampos voaram pelo céu afora. Voaram... Voaram... De vez em quando ascendiam as lanterninhas para iluminar a escuridão da noite.

Por fim, chegaram à casa da avó. O bebé brincava sozinho, na cama. Viu os pirilampos e gostou da luz que eles traziam. Mas como não sabia falar, começou a fazer assim: n...

Os pirilampos não compreenderam o que o bebé queria dizer. Por isso foram procurar a avó, na sala de jantar.


Boas aprendizagens!!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Capítulo 3


Introdução dos sons: p-g-r-t.
Apresentação do papagaio de papel, do gato, do rato e da torre.


Um dia, a abelhinha viuno céu um papagaio de papel balançando pra lá, pra cá, pra lá, pra cá. Quando o vento batia com força, ele fazia um barulhinho assim: p...

A abelhinha estava tão distraída ouvindo o barulhinho que não viu o gato Golias chegar.
- Abelhinha, que é que estás a fazer? – perguntou o gato muito curioso.
- Ah! Eu estou a sonhar, amigo Golias... Sabe com o quê? Com as asas que vou receber. Quando isto acontecer, eu poderei voar... voar... voar...! A escova mágica prometeu-me ajuda, mas disse que eu tenho de esperar.
O gato, para alegrar a abelhinha, perguntou:
- Queres dar um passeio lá onde está o papagaio de papel?
- Quero sim!
Então o gato puxou o papagaio de papel. A abelhinha segurou-se nela e o papagaio de papel subiu outra vez.

Golias prendeu a linha numa pedra e foi dormir a sesta. Logo depois, o gato roncava fazendo um barulhinho assim: g...

Perto dali, no buraco de um muro velho, vivia escondido Raque-Raque. Raque-raque era um rato muito maroto. Ele tinha ouvido a conversa do gato e da abelhinha e achou que podia divertir-se à custa do bichano.

Brincar com a abelhinha, não: ela estava lá no alto, passeando ... Mas o gato Golias estava a dormir ali, bem perto dele. Bastava uma corridinha e pronto!
Sem fazer barulho para não acordar o bichano, Raque-Raque saiu do buraco. Deu um puxão na cauda do Golias e quis voltar depressa para a casa. Mas não conseguiu. Ficou tão atrapalhado que começou a fazer um barulhinho assim: r...

Com isso o gato abriu os olhos. Olhou em volta: não viu ninguém. Ele ainda estava com muito sono e acabou por adormecer outra vez. Raque-Raque aproveitou a ocasião para nova brincadeira: deu um puxão nas orelhas do bichano e fez cócegas no focinho dele. Depois procurou um lugar para se esconder. Não queria medir forças com o gato Golias, não! O ratinho não era tolo.

Escondeu-se atrás de uma pedra e lá ficou muito quietinho. Mas agora Golias saiu a miar com raiva, querendo descobrir que é que o tinha incomodado.

E assim o papagaio de papel ficou abandonado, balançando de um lado para outro. A força do vento foi aumentando, aumentando e a linha o papagaio de papel arrebentou. Levado pela ventania, acabou por ficar preso no alto de uma torre. O vento soprava cada vez mais forte! E como batia na torre! ... E como sacudia a abelhinha! ... De vez em quando, por causa da força do vento, a torre parecia que estalava, fazendo um barulhinho assim: t ...

Raque-Raque escutou o barulho. Olhou para cima e começou a pensar: “Coitada da abelhinha! Ela deve estar com medo, lá em cima. Como é que vai descer de lá? Tenho de ir agora mesmo ajudar a minha amiga”.

Raque-Raque saiu a correr. Entrou pelo buraco de um portão que só ele conhecia. Pulou um muro. Roeu uma porta. Subiu uma escada muito comprida. Atravessou um corredor escuro. Correu, correu. Só parou no alto da torre. Aí, Raque-Raque puxou o papagaio de papel. Mas quando viu a abelhinha teve uma surpresa. Ela não estava com medo e até ria muito satisfeita. Nem queria sair de lá. Foi quando o ratinho disse à abelhinha que a escova mágica e os outros companheiros iam ficar com saudades dela. Então a abelhinha deu um pulo nas costas de Raque-Raque e voltou para junto dos amigos. Mal chegou, ela foi logo contar as coisas maravilhosas que tinha visto.

Todos estavam a gostar muito de ouvir o que a abelhinha dizia. De repente ela ficou séria e perguntou à escova:
- Falta muito tempo para nascerem as minhas asas novas?

Boas aprendizagens!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Capítulo 2


Introdução dos sons: v, d-l-m.
Apresentação do pirilampo, da dália, do lobo e da minhoca.


A abelhinha, os óculos, o pequeno índio e o ursinho acabaram por encontrar a escova mágica.
- Boa tarde! Cumprimentou a abelhinha.
Em seguida, ela apresentou os óculos:
- Este aqui é meu novo amigo. Ele também precisa de sua ajuda. Podes consertar meu amiguinho? Ele está partido.

Então a escova mágica olhou para os óculos e disse (ou cantou) assim:
- Eu prometo que
Como novo vai ficar.
Eu ajudo de verdade
Mas tens de esperar.

Já estava a ficar noite.
- Bem, disse a abelhinha. Acho que hoje vou dormir aqui mesmo. Posso?
E, sem esperar resposta, deitou-se no meio dos pelos da escova encantada.
E logo adormeceu.

De repente a abelhinha acordou e começou a gritar:
- Socorro! Socorro! Socorro! Por favor, ajudem-me!
- Que é que aconteceu? Perguntou o ursinho.
A abelhinha respondeu com voz de choro:
- A escova mágica está a arder!
A escova, rindo, explicou:
- Não é fogo não, abelhinha! É um bichinho! Ele ficou preso nos meus pelos.
A escova encantada sacudiu os pelos. O bichinho saiu a voar.
- Como te chamas? Quis saber a abelhinha.
O bichinho muito assustando, só conseguiu fazer um barulhinho assim: v...

A escova mágica explicou:
- Este bichinho é um pirilampo! Ele não pode falar direito, porque apanhou um susto muito grande. Agora ele precisa de descansar um pouco. Tudo vai acabar bem, vão ver.

Nesse instante o pirilampo voou para o lado da abelhinha e ascendeu a luz pisca-pisca. A abelhinha assustou-se tanto que quase desmaiou. Tratou de procurar um lugar para se esconder. E... Que foi que a abelhinha viu? Uma dália caída no chão.

A abelhinha, mais que depressa, se meteu de baixo da flor. E desapareceu...
O pequeno índio, muito desconfiado, chamou bem alto:
- Abelhinha! Abelhinha!
Ninguém respondeu.
Mas a abelhinha mexeu-se com tanta força que a dália fez um barulhinho assim: d...

A escova mágica, mais uma vez, explicou:
- O som que vocês escutaram, meus amigos, vem dessa flor aí. Qualquer coisa que sacuda as pétalas dessa dália, ouve-se logo esse barulhinho.

Nesse momento, a abelhinha apareceu, ainda bastante assustada. Não conseguia dizer uma palavra.

Então, para sossegar os amigos, a escova mágica disse uma palavra mágica: QUADIDUVIVU.
No mesmo instante o susto da abelhinha passou. O barulhinho da dália parou. E o pirilampo falou:
- Eu estava voando lá no meio da floresta. Nisto me assustei com os olhos de um lobo. Pareciam duas velas acesas, andando de um lado para outro, na escuridão da noite. Logo depois, escutei um uivo diferente. Quase morri de medo!

A escova explicou tudo:
- O lobo caiu numa armadilha. O laço apertou demais o pescoço dele. Por isso o uivo saiu diferente. Vocês querem saber como foi o uivo?
A escova repetiu, três vezes, a palavra mágica: QUADIDUVIVU.

Todos escutaram o uivo abafado de um lobo. Era um uivo assim: l...
O professor encostará a língua no céu da boca e colocará a mão no pescoço para emitir o som do l fazendo-o como se estivesse preso num laço. Em seguida, agirá como nas vezes anteriores.

- Igualzinho! gritou o pirilampo.
A abelhinha queria logo saber:
- E depois, que aconteceu?
- Tratei de fugir depressa e acabei perdido.
E depois? Perguntou o pequeno índio.
- Depois? Continuei voando. Voei, voei... Fiquei tão cansado que caí no chão. E que é que havia de aparecer na minha frente? Uma minhoca! Uma minhoca comprida, muito vagarosa... Uma simpatia de minhoca! Ela chegou ao meu ouvido e começou a fazer um barulhinho engraçado. Eu acho que ela ia me contar algum segredo! Mas não entendi nada. Ah! Se eu pudesse descobrir o que a minhoca queria me dizer...

Naquela altura a abelhinha, o pequeno índio e o ursinho olharam para a escova encantada. Ela adivinhou o pensamento de seus amigos e disse de novo, três vezes: QUADIDUVIVU.

Mal acabou de falar a palavra mágica, saiu do chão um fumo muito branco que foi subindo, subindo. Por fim, desapareceu no ar. E naquele mesmo lugar todos viram, de repente, a minhoca aparecer. A minhoca começou logo a fazer um som engraçado assim: m.

Então a escova mágica explicou:
- O que a minhoca queria era ensinar onde ficava a casa da avó.
- Que pena! Exclamou ele, suspirando. Eu já podia ter chegado lá. Mas não fui capaz de entender o tal barulhinho...

A escova mágica achou que era hora de ajudar ensinou o caminho da casa de Dona Júlia.
O pirilampo despediu-se dos amigos:
- Bem... Eu já vou. Preciso chegar ainda hoje.
E lá se foi ele, dizendo assim:
- Obrigado, meus amigos! Muito obrigado! Adeus! Adeus!


Boas aprendizagens!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A História de Abelhinha - Capítulo 1

Para trabalhar a Fonética

Introdução dos fonemas: a, e (fechado), i, o (aberto), u.
Apresentação da abelhinha, da escova mágica, do índio, dos óculos partidos e do ursinho.

Era uma vez uma abelhinha que nasceu com asas de um lado só.
Não podia voar, nem um pouquinho. Tinha mesmo de andar. E ela ficava tão cansada que suspirava assim: a...
O professor emitirá o som a (som aberto) e perguntará:
- Quem sabe fazer o som da abelhinha?

A abelhinha tinha tanta vontade de voar...
Se ela pudesse voar, quantas coisas maravilhosas havia de fazer!
A abelhinha contava tudo que pensava a uma escova, amiga dela. A escova era mágica, mas a abelhinha não sabia.
Um dia, a escova encantada disse à abelhinha:
- Ainda vais ter asas deste lado também. Espera com paciência, minha amiga!
A abelhinha nem queria acreditar em tanta felicidade. Então a escova mágica explicou:
- Eu sou uma escova mágica. Posso fazer muita coisa boa. Eu vou te ajudar.

Desde esse dia, a abelhinha pensava muito na promessa da amiga. Quando a escova via abelhinha pensativa, dizia com uma voz muito rouca e misteriosa: ê...

O professor emitirá o som e (som fechado) e dirá:
- Vamos imitar a escova?

Ou então dizia estes versinhos:
- Querida amiga abelhinha,
Vou te fazer voar.
Eu ajudo de verdade
Mas tens de esperar.

Todas as manhãs, a abelhinha costumava brincar perto de um bosque.
Uma vez, ela viu as folhas de uma árvore a mexerem-se. E no mesmo instante escutou um barulhinho assim: i ...
O professor emitirá o som i, agindo como nas vezes anteriores

A abelhinha olhou para um lado, olhou para outro e não viu nada. Nada, nada, nada...
Começou a sentir um bocadinho de medo. Pensou em voltar a correr para junto da escova mágica.

Nisto saiu do mato um pequeno índio, todo enfeitado de penas.
A abelhinha, muito espantada, perguntou:
- Foste tu que fizeste aquele barulhinho?
- Eu mesmo! Por quê?
A abelhinha disse logo:
- Porque eu estava com medo. Mas agora já passou. Sabes de uma coisa?
Estou a gostar muito de você. Queres ser meu amigo, indiozinho?
- Feito, falou o pequeno índio.

Uma tarde, a abelhinha e o índio brincavam no quintal de uma casa grande.
A abelhinha viu no chão uma coisa muito esquisita.
Olhou... Olhou... Tornou a olhar... Nunca tinha visto aquilo. Parecia um bicho mas não era. Que é que podia ser?

A abelhinha resolveu perguntar:
- Como é o seu nome?
Mas a tal coisa esquisita só fez um barulhinho assim: ó...
O professor emitirá o som o (som aberto), agindo como nas vezes anteriores.

Foi aí que a abelhinha viu que a tal coisa esquisita eram uns óculos partidos.
Cheia de pena, perguntou:
- Que foi que aconteceu, amigo? Tropeçaste numa pedra? Caiste de algum lugar?
Os óculos não disseram uma palavra.
Então a abelhinha achou que os óculos estavam a precisar de ajuda. Para consolar o amigo, falou com muito carinho:
- Eu vou ajudar? Vou pedir à minha amiga, a escova mágica, que te ponha bom. Queres ir comigo a casa dela? Amigo índio, queres vir conosco?
O indiozinho logo aceitou o convite. Apanhou os óculos e acompanhou a abelhinha. Andaram... andaram... andaram...

De repente, que é que eles viram junto de uma árvore? Um ursinho! Ele escondeu-se atrás da
árvore e para assustar os amigos. Ele fez assim: u...

O professor emitirá o som u, agindo como nas vezes anteriores.

A abelhinha nem ligou. Continuou calma. Há muito tempo ela já conhecia as brincadeiras do ursinho.

O pequeno índio deu uma corrida para agarrar o ursinho. Foi quando a abelhinha reclamou muito aborrecida:
- Ursinho! Amigo índio! Parem com essa brincadeira. Não podemos perder tempo. Os óculos partidos precisam de ajuda. Temos de encontrar depressa a escova mágica. Queres vir conosco, ursinho?
- Quero sim, abelhinha! Eu também gosto de ajudar, respondeu o ursinho.

A abelhinha, os óculos partidos, o pequeno índio e o ursinho foram procurar a escova mágica.

Boas aprendizagens!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Outro Poema dos Reis

Vieram os três Reis Magos
Das suas terras distantes
Guiados por uma estrela,
Cujos raios cintilantes
Os levaram ao Deus Menino
Que, a sorrir de bondade,
Recebeu os seus presentes
E os acolheu com amizade.

Boas aprendizagens!!

sábado, 3 de outubro de 2009

Festejar o Outono


Fugindo à tentação de realizar os ditos painéis estereotipados das estações, apresentar às crianças uma história em flanelografo sobre o Outuno é uma forma interessante de introduzir o tema na sala.

Imagens da História

Roberto e a Folhinha de Outono - Texto da História

Para complementar pode se pedir ao grupo que ilustre um livro sobre esta história e prepare uma lengalenga como esta:

Lengalenga


Boas aprendizagens!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Casinha dos Nomes

A casinha dos nomes é apenas uma casa com tantas janelas como as crianças na sala e que serve de apoio na escrita do nome nos trabalhos através de um cartão com fotografia e nome.

Pode ser apresentado como um jogo onde se descreve brevemente uma criança ou se indica letras do nome e se pede para descobrirem quem é e colocarem o cartão correcto na casinha.

A ideia é sobretudo tornar a criança autónoma.

Boas aprendizagens!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Jogo dos Nomes


Com alguma imaginação podemos ajudar as crianças na iniciação à leitura e à escrita.

Este jogo é muito simples de fazer: cartões com a fotografia e o nome de cada criança, tendo o cuidado de colocar a letra inicial em negrito e maior; cartões com cada letra inicial do alfabeto ou todas as letras iniciais das crianças da sala, tendo o cuidado de escolher uma cor diferente para cada uma; uma caixa para guardar.

Para jogar basta explicar ao grupo que cada criança da sala tem uma letra inicial no nome e mostrar algumas dos cartões perguntando que letra é essa (algumas crianças provavelmente já saberão). Depois explicar que para algumas letras existem mais do que uma criança e que temos de descobrir em que cartão das letras fica cada uma.

Depois é só deixá-las jogar. Ao princípio é normal que precisem de alguma ajuda do adulto, mas depressa o jogo vai ser autónomo.

Boas aprendizagens!!